Blog de Miguel Madeira


CHAMPAGNE & CHARUTO

O poeta descreveria bolhas e fumaça como amores que, às vezes, vêm, às vezes vão, assim como neblina e cerração. Ao contrário da intensidade dessa época do ano, champagnes com charutos devem harmonizar com suavidade, lembrando que são perfeitos desde que bem selecionados.

As uvas utilizadas na produção de champagnes são três: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Estas últimas são uvas tintas, mas os vinhos, elaborados sem a casca, são brancos. O champagne é um blend de trinta a duzentos vinhos brancos. Normalmente são misturas de vinhos brancos provenientes de uvas tintas com vinhos brancos provenientes da uva branca Chardonnay. O rosé é um corte de vinhos brancos e tintos, o blanc de blanc é elaborado apenas com a uva branca Chardonnay e o blanc de noir, com uvas tintas. Podem ter seis classificações, conforme o teor de açúcar adicionado para a segunda fermentação: Doux (Doce), Demi- Sec (Meio-seco), Sec (Seco), Extra-Sec (Extra-seco), Brut (Bruto) e Extra-Brut (Extra-bruto).

Sendo em sua maioria de menor estrutura e de teor alcoólico baixo (geralmente ficam nos 12%), os champagnes tendem a potencializar mais os charutos, não o contrário. A escolha de um charuto para estas ocasiões deve contar também com a harmonização das refeições servidas, o que chamamos de finalizações.

Deve-se dar preferência a charutos com notas mais adocicadas, amendoadas, avaniladas, florais, cítricas e condimentos suaves, com predominância dos doces. Os formatos intermediários são os mais apropriados (robustos e coronas), para que o champagne dure mais do que o próprio charuto. Lembrese de que tamanho não é documento, formatos menores podem ser bastante potentes e apresentar notas como terra úmida, madeira, especiarias fortes e café.

Uma cautela ainda maior são os charutos comemorativos, que em sua grande maioria são de maturação e fermentação mais longa, processo que aumenta sua potência e marca as notas mais fortes. Estes charutos são para serem harmonizados com bebidas mais fortes e de teores alcoólicos mais elevados.

Uma opção que pode ser encontrada no Brasil para combinar com champagnes é o “Quai D’Orsay” (corona- Cub). Charuto produzido para o mercado francês, ele possui valores secos e leves, ligeiramente temperados por notas aciduladas, que crescem durante a combustão, apresentando condimentos bem suaves. Com exceção do champagne Doux (Doce), harmoniza bem com todos os outros estilos. Para o Doux (Doce), há duas opções: “Romeo y Julieta Exibicuón nº 4” (robusto-Cub) com seu frescor, redondez, doçura e saborosas notas de frutas tropicais. Ele é de fácil acesso ao consumidor brasileiro; a segunda opção, no mesmo grau de igualdade, é o “Arturo Fuente 858” (Dom). Este príncipe é de uma suavidade e elegância que faz charuto e champagne se merecerem, suas notas de sabor tendem ao pão de mel e nozes, com um retrogosto achocolatado. Que a fumaça de um novo ano se concentre nos aromas e sabores de seu charuto, e borbulhem na escolha de seu champagne predileto.



Escrito por Miguel Madeira às 21h40
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CRÔNICA DO CABRAL

"O que é bom pra mim pode ser ruim para você, e vice-versa. O que você vai dizer para uma pessoa que toma Chalise em copo de requeijão e acha que é o melhor vinho do mundo?"

Carlos Ernesto Cabral de Mello



Escrito por Miguel Madeira às 17h00
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O VINHO DA DIARISTA

por Fábio Farah

Nos últimos meses, três episódios interessantes me fizeram refletir sobre o mundo do vinho. O primeiro ocorreu em um restaurante paulistano, onde meus confrades e eu harmonizávamos a cozinha italiana com rótulos do Novo e do Velho Mundo. Após girar a taça e sentir os aromas de um vinho português, Miguel exclamou: “Gostaria de provar um vinho de séculos atrás!”. “Eu não”, retrucou Roberto. Ao desarrolharmos uma garrafa, evocamos a história da época em que a bebida foi vinificada. A história do vinho remonta aos egípcios, que o consideravam sagrado. Os sacerdotes utilizavam-no em rituais, e os faraós ofereciam-no aos deuses. Em aproximadamente 2500 a.C., o líquido sagrado chegou à Grécia. Lá, ele inspirou filósofos, incitou paixões, impulsionou o mercado e, conseqüentemente, despertou o primeiro Robert Parker da história: o célebre Homero. O autor de Ilíada e Odisséia guiava os connaisseurs da época, indicando as melhores ânforas. “Delicado e suave”, era como descrevia seu estilo preferido. Imaginei um viajante do tempo entregando nas mãos de Miguel o “vinho” apreciado pelos maiores filósofos da antiguidade. A bebida seria um coquetel que, além do néctar de Dionísio, teria água do mar, ervas, especiarias, mel e resina vegetal. O gosto amargo da história faria Miguel se contorcer, e Roberto cair na gargalhada.

Outro episódio que me fez refletir sobre a bebida ocorreu cinco semanas após a reunião gastronômica. Estava na casa de um amigo de ascendência italiana, como eu. Não é novidade nenhuma que nossos antepassados foram responsáveis por disseminar o vinho pela Europa. Eles preferiam um estilo de vinho adocicado, diferentemente dos vizinhos gregos. Para produzi-lo, faziam uma colheita tardia das uvas, ou, após uma colheita precoce, deixavam as frutas secarem ao sol para concentrar açúcar. Outra inovação na produção da bebida foi o armazenamento em barris de madeira. As taças uniam conquistadores e conquistados. Logo, o vinho tornou-se uma bebida democrática. Todos bebiam. Todos, exceto uma família que vivia em Veneza. Reza a lenda que o fundador da dinastia ficou púrpura após beber vinho tinto. Dali em diante, sua linhagem foi rebatizada de Scarlatti, e nenhum descendente ousava aproximar-se da bebida, temendo a maldição de Baco. A história era fantasiosa demais para que eu não a considerasse apócrifa. Na casa de meu amigo, levei uma garrafa para acompanhar a massa caseira preparada por ele, com tomate fresco e manjericão plantado na sacada, a poucos metros da cozinha. Na segunda taça de vinho, ele ficou púrpura. Muitas risadas. Soube a história de sua família. E, acredite, eu estava diante de um remanescente dos Scarlatti.

O terceiro e último episódio ocorreu em uma “confraria boutique” de vinhos, composta por apenas três pessoas. Desarrolhamos um Malbec argentino. Nos últimos anos, a bebida tornou-se símbolo de glamour e sofisticação. Os rituais do vinho intimidam os neófitos. O ato de levar a taça à boca tornou-se privilégio de iniciados que, antes de prová-lo, já descreveram seus aromas e descobriram sua região de origem e safra. Parecem sacerdotes dotados de poderes sobrenaturais (leia, nessa edição, O Ritual da Degustação, de Marcelo Copello). Enquanto invocávamos os deuses egípcios, alguém nos observava. Na segunda taça, a diarista aproximou-se da mesa. “Eu sempre presto atenção no que vocês fazem. Posso participar?”, perguntou, com reverência. Ela foi “iniciada”, recebendo em suas mãos uma taça de vinho. “Credo, que ruim!”, exclamou, decepcionada. Saiu calada e voltou com uma garrafa de “São Tomé” e copos de requeijão: “Agora vocês vão ver o que é vinho bom”. Confesso: Foi uma experiência mais terrível do que teria sido a de Miguel se tivesse provado o vinho de Homero. “Gostaram? Tem mais para todos”, entusiasmouse, brindando ao galã do momento. Engana-se quem pensa que nossa tortura acabaria com aquela garrafa. “Amanhã vou trazer mais e guardar nessa ‘geladeirinha’”, disse ela, apontando para a adega da sala e marcando a próxima degustação. Não poderei estar presente. Aquele vinho me deixou scarlatti.



Escrito por Miguel Madeira às 16h59
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NOVO TRATAMENTO PARA AS UVAS

Alexandre Saconi

11/Dezembro/2007
Uma nova técnica de tratamento das uvas com ozônio promete ser futuro da viticultura. Desenvolvida por cientistas espanhóis da Universidade de Cartagena, esta técnica consiste em pulverizar gás ozônio sobre as uvas. Com isto, elas chegam a ter quatro vezes mais polifenóis, antioxidantes, e também têm seu envelhecimento retardado. O vinho produzido com elas tenderá a provocar menos alergias e ataques de asma em seus consumidores, segundo os autores da pesquisa.

Escrito por Miguel Madeira às 16h56
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O MELHOR VINHO DO MUNDO

Vinho Châteauneuf-du-Pape é eleito o melhor do mundo

Alexandre Saconi

5/Dezembro/2007
A revista norte-americana Wine Spectator conferiu ontem o prêmio de "melhor vinho do mundo" para o francês Clos des Papes 2005, do Châteauneuf-du-Pape. A denominação, oriunda do vale do Rhône, na França, tembém teve outros quatro premiados listados entre os 20 melhores do mundo. O rótulo campeão é de responsabilidade de Paul-Vincent Avril, e já está esgotado desde novembro, antes mesmo de sua notificação do prêmio. Entretanto, o produtor disse que só vende uma pequena parte de sua produção.



Escrito por Miguel Madeira às 18h29
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O MENDIGO INGLÊS E O "CHÂTEAU HAUT-BRION 1961

"O homem é um deus quando sonha e não passa de um indigente quando pensa" Friedrich Hölderlin

por Fábio Farah

Londinium. Com este nome o imperador romano Cláudio batizou, em 43 d.C., um vilarejo às margens do rio Tamisa, provavelmente em uma tarde cinzenta e chuvosa. Cem anos depois, a cidade já contava com 60 mil habitantes. Como nas outras regiões do Império, os conquistadores tentaram enraizar a Pax Romana junto com pés de uva. Reza a lenda que um antigo druida – de passagem pelos vinhedos de Londinium – tocou a terra com um graveto e disse: “Quem passar por este lugar e for surpreendido por Dagda (*) participará do mundo dos homens e conversará com os deuses”. Outra versão da história diz que, insatisfeito com a dominação estrangeira, ele bateu no solo com um cajado e bradou aos céus: “Malditos abutres, Dagda retirou a dádiva desta terra. Vocês hão de se satisfazer com as sobras de outros povos”. Alguns supersticiosos afirmam que aquele feiticeiro foi o responsável pela qualidade sofrível dos vinhos produzidos na ilha desde sua primeira safra Gosto dos contos de fada, eles oferecem uma explicação romântica para certos fatos, como a ausência de um terroir inglês satisfatório para a produção de vinhos. A condição geográfica, aliada a um gosto refinado, transformou os ingleses em notórios consumidores da bebida de seus vizinhos, sobretudo dos grandes rótulos de Bordeaux. E talvez a maldição do druida justifique porque eles preferem vinhos longevos bem envelhecidos. Não à toa são considerados “abutres enológicos”.

A primeira versão da lenda do druida continuava um mistério para mim até desembarcar em Londres, com um livro de magia celta e mapas antigos. Nas primeiras semanas, realizei rituais, fiz uma extensa pesquisa na British Library e conversei, no metrô, com um indigente de barbas brancas que insistia ser descendente dos antigos druidas. Tudo isso me levou a um lugar, às margens do Tamisa, com o sugestivo nome de Vinopolis. Era um parque temático dedicado ao vinho, e construído 1956 anos após o imperador Cláudio ter fundado o pequeno vilarejo “seguindo o rio” (o significado provável da palavra Londinium). Prestes a entrar no complexo, ouvi cinco badalos do Big Ben. Em apenas alguns dias na capital do Reino Unido, eu já havia me aculturado: Acompanhava a corrida de galgos, tomava chá preto com leite. Pontual, jamais perdia o chá da tarde. Como haviam me informado que a Cidade do Vinho fechava as portas às 22h, e o self-guided tour durava cerca de 1h30, voltei para lá às 20h. Com 17,50 libras, ingressei no mundo de Baco, esperando mais do que um passeio pela história cultural da bebida.

Um painel com o título Water and Wine A Vintner´s Tale, no hall de entrada, saudava os visitantes. Alguns passos depois, pedaços de ânforas, estátuas do deus do vinho e outros vestígios dos primórdios da bebida na ilha. Apressei a jornada, pois deveria percorrer cerca de dez mil metros quadrados e viajar por 16 países e mais de 200 rótulos do Novo e do Velho Mundo. Em apenas meia hora, gastei meus cinco cupons de degustação, enquanto recebia aulas, pelo headphone, de Oz Clarke, Hugh Johnson e Jancis Robinson, os maiores especialistas em vinho do País. Comprei mais cinco tickets, e naveguei por mais cores, aromas, sabores, terroirs. Ao faltarem apenas 20 minutos para Vinopolis encerrar o expediente, percebi que era o último visitante do dia. E me dei conta de que o mergulho nos taninos me havia feito esquecer o motivo da ida àquele santuário. Sorvi minha última taça – um Shiraz australiano –, e corri para o início do percurso. Levei um susto. Encostado em uma coluna, abaixo de uma pequena ânfora, o indigente de barbas brancas que tinha conhecido no metrô entornava uma garrafa de “Château Haut-Brion 1961”. “Quer um gole?”, ofereceu-me, tentando se levantar. Qualquer mortal sentiria repulsa naquele gesto, mas apenas os estúpidos recusariam a bebida. Enquanto apreciava o Grand Cru Classé, no gargalo, fui surpreendido por um tapa nas costas. “Este vinho... Você conversa com os deuses”, sussurrou. Eu estava em Londinium. E Dagda tinha um sorriso embriagado no rosto.

***

Às 22h, pontualmente, deixei para trás a Cidade do Vinho e as lendas celtas. “Gosto dos ingleses. Eles têm um humor peculiar”, pensei, a caminho de casa. Alcancei um grupo estranho de jovens. Eles estavam vestidos como na época elisabetana e falavam um dialeto incompreensível. Deduzi ser uma trupe. Deixei a discrição de lado e me atrevi a abordá-los. “Para onde estão indo?”. “Willian está ensaiando uma nova peça”, respondeu um deles, em inglês arcaico. Estávamos na direção do The Globe, teatro fundado por Shakespeare em 1599. Eu parecia ter encontrado o ponto exato onde o velho druida tinha tocado a terra com sua varinha mágica. E não trocaria o encontro com o deus bardo por nenhuma dose de sanidade.

 

(*) Na mitologia celta, Dagda é o deus da Terra e reina sobre a vida e a morte.

 

Serviço
Para maiores informações sobre Vinopolis, consultar o site: www.vinopolis.co.uk. É importante ressaltar que o ingresso de £17,50, pelo Original Wine Tour, não inclui a degustação de um “Château Haut-Brion 1961”, nem um encontro místico com um indigente de barbas brancas.

 



Escrito por Miguel Madeira às 01h04
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CERTOS AROMAS DO VINHO E SUAS ORIGENS

por Euclides Penedo Borges

Branco, tinto ou rosado, o vinho é certamente a bebida alcoólica que mais se destaca pela fineza e complexidade de seus aromas.

Provenientes da uva, da fermentação ou da guarda, eles refletem na mucosa olfativa do degustador a presença de centenas de componentes odoríferos que a bebida armazena, em quantidades ínfimas.

Alguns deles são mais freqüentes ou mais pronunciados e cercam-se de curiosidades quanto a sua origem. Abaixo, alguns deles.

Com aroma de framboesa - A framboeseira é um arbusto da família das rosáceas que surge em estado silvestre nas matas do hemisfério norte. Rara no Brasil, pode ser encontrada em São Paulo, nas redondezas de Campos do Jordão, e esparsamente em estados sulinos.

Seu fruto vermelho, escuro e corrugado - a framboesa - é rico em pectinas, próprio, portanto, para geléias. Não sendo uma fruta comum entre nós, reconhecemos sua presença pelo odor das geléias ou licores produzidos a partir dela.

Trata-se de uma fruta conhecida e consumida no continente europeu desde tempos imemoriais, o que pode ser confirmado por seu nome botânico "rubus idaeus", isto é, o "arbusto do Monte Ida", referência à existência da planta na montanha de Creta, onde Zeus teria nascido, se é que os deuses nascem...

O aroma de framboesa no vinho, perceptível em grande número de tintos, deve-se à presença da frambinona - nome comum da fenilbutanona - substância com odor de framboesa que se forma durante a fermentação.

Tendo efetuado um levantamento em cerca de duzentos vinhos diferentes, posso afirmar que o aroma de framboesa é o mais freqüente nos tintos.

Se você não se deu conta disso, sugiro procurá-lo em sua próxima degustação de Cabernet, Syrah, Nebbiolo e Tempranillo europeus, ou de Malbec, Tannat, Carmenère e Zinfandel do Novo Mundo. Faça isso após provar várias vezes a geléia da frutinha para memorizar seu gosto.

O Beaujolais Nouveau e o aroma de banana - Colheita em setembro, vinificação em outubro, engarrafamento no início de novembro. E pronto. Na segunda quinzena de novembro, "le Beaujolais Nouveau est arrivé", com estrondoso sucesso de vendas, em todo o mundo.

O que há de especial em sua elaboração que resulta no indefectível odor de banana, cuja intensidade varia ano a ano?

Na vinificação do Beaujolais acomodam- se bagos inteiros de uvas Gamay em cubas fechadas, sob pressão. Nessas condições, as enzimas da polpa são ativadas, verificando-se no interior do bago uma tímida transformação de açúcar em álcool, com formação interna de gás carbônico.

A fermentação intracelular cessa naturalmente após uns dez dias com a asfixia das células da polpa e é a chave de ignição do processo de elaboração do Beaujolais, conhecido como maceração carbônica. Diminui-se o teor de ácido málico e formam-se álcool, glicerina e outros componentes. Entre eles, o acetato de isoamila com seu cheiro de banana amassada.

Com o esfacelamento dos bagos por pressão e pelo peso das camadas acima, as leveduras passam a agir, obtendo-se - se me permitem a rima - um tinto brilhante, frutado e leve, de pouca estrutura e vida breve.

E o aroma de banana estará no Nouveau, para nossa alegria, mais ou menos intenso, dependendo da concentração de acetato de isoamila naquele ano, para cada produtor.

Baunilha versus Caramelo - Esses dois odores agradáveis desenvolvem-se nos tintos e brancos a partir da mesma substância, a vanilina da madeira, sendo, portanto, aromas de vinhos fermentados em tonéis ou amadurecidos em barricas.

A baunilha é nítida nos brancos barricados da Chardonnay, particularmente nos da Califórnia, do Chile e da Austrália, nos tintos de corte bordalês ou nos Reserva e Gran Reserva da Rioja.

Nos grandes vinhos de Bordeaux, a nuance discreta de sorvete de creme se deve à simbiose da Cabernet Sauvignon e da Merlot com o carvalho francês. O que se percebe é a nuança menos intensa, porém mais suave e refinada, do vanilato de etila, resultante da esterificação da vanilina.

A vinificação especial dos vinhos doces naturais - Banyuls, Maury, moscatéis de Setúbal e Pantelleria etc. - lhes comunica um odor caramelado.

Quem se habituou à degustação cuidadosa de vinhos barricados sabe a dificuldade em se decidir entre os aromas de baunilha e caramelo. Como esse último nada mais é que açúcar queimado, sugiro que se procure um toque tostado. Com tostado é caramelo, sem tostado é baunilha.

Baseado no livro "110 Curiosidades do mundo dos Vinho", de Euclides Penedo Borges, Editora Mauad, Rio, 2005



Escrito por Miguel Madeira às 01h00
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COVIL - CONFRARIA DO VINHO LIVRE



Escrito por Miguel Madeira às 00h47
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DOENÇAS PORDERÃO SER TRATADAS COM VINHO

Por Alexandre Saconi

Pesquisadores da universidade inglesa de Newcastle upon Tyne realizarão experiências com o resveratrol para analisar seus efeitos em pacientes que possuem a sindrome de Melas, que consiste encefalopatia mitocondrial, acidose lática, e episódios de AVC). Há pouco tempo descobriu-se que o resveratrol ativa o gene SIRTI, responsável pela longevidade humana. Além disso, em testes de laboratório, foi comprovado que ele reduz a obesidade e os níveis de glicose nas cobaias expostas a uma dieta rica em calorias.

Escrito por Miguel Madeira às 22h30
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VINHO REDUZ O CÂNCER DE PRÓSTATA

por Alexandre Saconi

Um estudo divulgado na sexta-feira pela Universidade do Alabama, em Birmingham (UAB), comprovou que beber de uma a duas taças de vinho diariamente pode auxiliar na redução do risco de desenvolvimento do câncer de próstata. Os pesquisadores da UAB constataram que ao alimentar cobaias com o resveratrol, ricamente presente no vinho tinto, elas se tornavam 87% menos inclináveis a desenvolver tumores malignos na próstata.

Escrito por Miguel Madeira às 21h16
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LATE HARVEST-COLHEITA TARDIA

Alguns vinhos doces são doces porque são feitos de uvas ultra-maduras, não afetadas pela botrytis mas quase transformadas em uvas-passas na videira. O Jurançon é feito assim, bem como o Sauternes mais barato e outros brancos doces do Sudoeste de França, ou outros mais grandiosos em anos de menor êxito. Os vinhos Spatlese e Auslese alemães dependem igualmente deste tipo de amadurecimento natural para o seu teor de açúcar, assim como os melhores do novo mundo.



Escrito por Miguel Madeira às 09h42
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VINHO EM LATA

A vinícola espanhola Cavas Hill apresenta o vinho em lata (a vermelha tem vinho tinto e a verde tem o branco). As latas, com 250 ml (uma taça), serão vendidas em fast foods e hotéis.

Escrito por Miguel Madeira às 09h35
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A VINÍCOLA DA DÉCADA NO CHILE

Viña Casablanca, eleita a vinícola da década no Chile, acaba de receber 90 pontos de Robert Parker.

A Viña Casablanca foi fundada em 1992 como uma “vinícola irmã” da tradicional Viña Santa Carolina. O objetivo foi mostrar o potencial dos mais finos terroirs do Chile, construindo uma exclusiva e moderna organização vitivinícola.

No início dos anos 90, Viña Casablanca foi uma das pioneiras no renomado vale que leva seu nome, Casablanca, cultivando a propriedade que viria a ser o vinhedo máster deste empreendimento: Santa Isabel Estate.

Após uma década de intenso trabalho, Viña Casablanca tornou-se uma das mais conceituadas “vinícola-boutique” no Chile e é conhecida por seus vinhos consistentes, frescos, exuberantes e elegantes, personificação do potencial das novas regiões de crescimento no Chile.

Desde a introdução dos vinhos de Casablanca, a vinícola tem sido reconhecida por seu portfolio de vinhos brancos, mas também dos tintos e premiada no Chile e no exterior. No final dos anos 90, Viña Casablanca recebeu no Chile o título de “Vinícola da Década”.
Hoje, os vinhos de Viña Casablanca são produzidos sob a batuta do competente e renomado enólogo Andrés Caballero.



Escrito por Miguel Madeira às 08h03
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VIÑA CASABLANCA, ELEITA A VINÍCOLA DA DÉCADA NO CHILE

A Viña Casablanca foi fundada em 1992 como uma “vinícola irmã” da tradicional Viña Santa Carolina. O objetivo foi mostrar o potencial dos mais finos terroirs do Chile, construindo uma exclusiva e moderna organização vitivinícola.

No início dos anos 90, Viña Casablanca foi uma das pioneiras no renomado vale que leva seu nome, Casablanca, cultivando a propriedade que viria a ser o vinhedo máster deste empreendimento: Santa Isabel Estate.

Após uma década de intenso trabalho, Viña Casablanca tornou-se uma das mais conceituadas “vinícola-boutique” no Chile e é conhecida por seus vinhos consistentes, frescos, exuberantes e elegantes, personificação do potencial das novas regiões de crescimento no Chile.

Desde a introdução dos vinhos de Casablanca, a vinícola tem sido reconhecida por seu portfolio de vinhos brancos, mas também dos tintos e premiada no Chile e no exterior. No final dos anos 90, Viña Casablanca recebeu no Chile o título de “Vinícola da Década”.

Hoje, os vinhos de Viña Casablanca são produzidos sob a batuta do competente e renomado enólogo Andrés Caballero.

SANTA ISABEL ESTATE – algumas informações

Santa Isabel Estate no Vale de Casablanca foi adquirida e plantada em 1992. Possui 50 he de vinhedos a oeste do Vale, a 20 km do oceano Pacífico e é, portanto, sujeita as variações litorâneas.

Ali são cultivadas as variedades: Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Gewürztraminer, Pinot Noir e Sauvignon Blanc. O solo é pobre e arenoso com baixa retenção de água, por esta razão faz-se necessária a irrigação.

Para garantir a produção de seus vinhos premium, Viña Casablanca tem dois contratos de longa data (15 a 20 anos) com viticultores de uma mesma área o que permite à vinícola obter toda a quantidade de uvas para os vinhos Santa Isabel, vindos de um terroir único no Vale de Casablanca. A equipe de agrônomos da empresa faz um trabalho junto a esses viticultores contratados, passando-lhes know how e acompanhando o trabalho nos vinhedos, garantindo assim, um produto final da mais alta qualidade.

A colheita é totalmente manual. É usado o mínimo de água e produtos químicos no controle pragas e doenças.

As práticas de manutenção do vinhedo incluem nutrição do solo pelo uso de compostos naturais e soluções biológicas para erradicação de pragas.

Para novas plantações a empresa usa somente clones provenientes dos mais velhos vinhedos de Santa Carolina no Vale do Maipo. Alguns desses clones vieram dos ancestrais da Santa Carolina do século XIX, quando seu fundador Luis Pereira Catapos importou as primeiras mudas de Bourdeaux pré-filoxera.

A empresa desenvolveu seu próprio programa de pesquisa plantando novas variedades e clones, selecionando os melhores solos para cada varietal.

A retirada de folhas das parreiras é muito importante para Viña Casablanca, especialmente, no vinhedo Santa Isabel Estate em razão do micro clima frio e a predisposição das uvas para “botrytis”.

Neste vinhedo, de pouca fertilização do solo, as uvas são plantadas com espaçamento maior entre as fileiras (2,5 metros), o sistema de condução do vinhedo é o de treliça vertical, permitindo uma maior ventilação e exposição solar, reduzindo o risco a botrytis.

90 pontos para o Nimbus Sauvignon Blanc 2006

Todo esse cuidado no vinhedo e a alta tecnologia da “bodega” já renderam vários prêmios à Viña Casablanca. Recentemente, o expert Robert Parker, possivelmente o crítico mais influente do mundo, concedeu 90 pontos ao vinhos Nimbus Sauvignon Blanc 2006 em sua Revista Wine Advocate.



Escrito por Miguel Madeira às 11h09
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DESCOBERTO NOVO COMPOSTO

Alexandre Saconi

Pesquisadores australianos anunciaram a descoberta de um novo composto do vinho, responsável pelo aroma de pimenta negra na bebida. Este aroma marca presença nos vinhos australianos feitos com a uva Shiraz. Com esta novidade, agora é possível reduzir ou intensificar estes aromas conforme o intresse do produtor.

Escrito por Miguel Madeira às 20h01
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